Quase uma viagem, ou uma "quase viagem"?

Semana passada foi uma semana atípica. Segunda-feira, aniversário de Newton, um catarinense que conhecemos aqui andando pelo comedor, amigo de um Pernambucano, chamado Ranngner… Tudo muito estranho não?! Terça-feira, aniversário da delegada Aureci… Entre coisas e coisas a aprontar, aniversários…
Eis que na quarta-feira, Thiago chega com a novidade, ganhei ingressos para o show do U2!!!! Pois muito bem, quando é o show? Amanhã! Que massa!!! Onde vai ser? Hummm… Em Barcelona…

Tinhamos ingressos suficientes para os três, Sabrinna tambem iria, e ainda sobrava o ingresso de Manuela, que não podia ir por ter somente um mês de vida, ou Carmen, que não podia ir por ter que cuidar de Manuela, ou ainda Laerte, agora o último na fila da “moral em casa”, que tambem não podia por não estar em Barcelona no dia do espetáculo. Bom, ganhamos ingressos grátis para o show, que não haveriam de ser desperdiçados, porém, sempre tem um porém, teríamos que atravessar meia Espanha para poder usá-los.

Descobrimos um ônibus que saia na quarta a noite e chegava em Barcelona quinta pela manhã, que além de ser uma das únicas opções, tambem era a mais barata. Inviabilizou a minha idéia inicial que era sair pegando todo tipo de transporte e sair madrugada adentro viajando de trem pra ônibus e de ônibus pra trem, de cidade em cidade até chegar em Barcelona numa viagem muito maluca mas bem divertida, mas enfim… Ninguem pode ter tudo.

Finalmente quinta-feira, Barcelona, madrugada, o povo dormindo na rodoviária por algum motivo que desconheço, vamos andar, igreja da sagrada família, praça da igreja, praça de Gaudi, teatro nacional da Catalunha, e eu já adquiri a “coisa” castelhana de não gostar dos bascos e catalães, lembro-me do sul brasileiro e sua mania ridícula de querer ser melhor que o resto do país, não por acaso não tenho vontade de ir lá por ter coisa melhor para fazer com meu pouco dinheiro, coisa semelhante escutei dos castelhanos sobre a catalunha, e País Basco.

Chegamos a casa de Laerte, que havia acabado de se mudar, e fomos procurar guarida, que encontramos numa pensão de uma brasileira, enfim, hora do show que impressiona, não tanto pelas músicas, algumas que eles tocam há mais de vinte anos, e que já não tocam com a mesma disposição (normal, depois de tanto tempo), aproveitando que falo das músicas, não tocaram minhas duas favoritas os filhos duma égua irlandeses traidores da causa como disse Andrei, e nem são músicas tão antigas, na linha de tempo foi há dois albuns atrás, mas impressiona tanto mais pelos efeitos especiais, a começar pelo palco, realmente tudo muito impressionante, até o povo, que não bebe no show, e eu pensando que ia tomar uma grande, saimos e fomos pegar o metrô em direção a casa.

Sexta-feira, depois de acordarmos ao meio dia, fomos fazer turismo claro, e depois ao montjuic, cheio de museus, e nós sem tempo de vê-los, pois compramos entradas para ver a Bela e a Fera, da Di$ney, montado por alguma companhia da Broadway, ora, num dia “quase música”, no outro, “quase teatro”, era uma “quase viagem”? Depois fomos a casa de Laerte e logo a uma praça muito agradável, e ficamos conversando sobre a vida regada a cerveja vendida pelos trabalhadores autônomos locais, muito agradável, até chegar a polícia nos expulsando. =))

Bom, chega sábado e último dia de viagem, fomos a casa de Gaudi, que fica num lugar muito bonito, fomos ver o calango de mosaico de Gaudi, e quase vamos ao primeiro espatáculo realmente válido da viagem, O Lago dos Cisnes executado pelo Ballet Imperial Russo. Iamos, nos atrasamos, e não chegamos a tempo, Sabrinna acabou ficando para conferir a outra sessão, nós voltamos para casa de Laerte e ficamos a conversar e velar o sono sagrado de Manuela durante o nosso resto de tempo em Barcelona, uma das melhores partes da viagem pra mim.

Abaixo alguns angulos pouco explorados da cidade, em viagens do gênero.

Moradias vistas por tras.
Amanhecer.
Trabalhadores autônomos locais.
Trabalhadores autônomos locais.
Habitante da catalunha.
Habitante da catalunha.