Orgulho de ser Nordestino.

Bom, algum tempo atrás (quase quando cheguei na realidade), fui a apresentação de um professor do curso de Belas Artes daqui, amigo de Aureci, que na verdade é amiga de quase todo mundo na cidade, e foi muito boa a apresentação. Bom, eu gosto de sair, para conversar sentado nas mesas por ai é uma boa, ou até ficar em casa mesmo, pois o mais importante é a conversa afinal, escutando uma boa música, tanto melhor… Bom, então nem precisa dizer que quase nunca escutava boa música quando saia pra conversar, há não ser nas minhas andanças com Rodrigo, onde conheci seu primo, Dedé, que toca tudo de Vinicius de Moraes, e Chico Buarque, e mais muitos outros, e Demetrius, que sabe muito bem até as músicas das quais gosto, e por ultimo, ir a minha casa escutar música no computador… Fora essas situações era muito difícil, infelizmente, escutar algo que se aproveitasse… Não que não tenha, pois se tem, e muito!

Bom, espantado, escutei o professor cantar, voz e violão, no melhor estilo barzinho do Brasil, não, não era uma grande produção musical, era apenas um simples voz e violão, mas enfim, cantar músicas de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, e Carlos Lyra, num português que ele se esforçava muito pra pronunciar, mas conseguia uma pronuncia quase perfeita. Pensei, pois tive que sair do Brasil, para escutar boa música brasileira, (que não fosse tocada por alguem do círculo de amizades, ou pelo computador lógico)… Ele tocou músicas de muitos paises claro, não só do Brasil, de outros paises aqui perto e também vizinhos latinos.

Então não precisa nem dizer que toda essa história de adesivos e blá blá blá, “Orgulho de ser Nordestino” ou “Orgulho de ser Brasileiro” e quaiquer tipos desses orgulhos em adesivos, bom, são uma balela sem tamanho, nem no São João, onde sou forçado a escutar todo  um sortilégio de forrós eletrônicos, por morar vizinho ao Parque do Povo, escuto muito dificilmente uma música de Jackson do Pandeiro ou de Luiz Gonzaga (nem regravada)… Isso pra falar do “São João”, orgulho de Campina Grande e de muitos que usam tal adesivo.  Escutar uma música de Carlos Lyra… Humpfff, pelo menos no São João sempre há a esperança de Gonzagão e Jackson, para Carlos Lyra não tem esperança mesmo.

Cheguei a conclusão, que, talvez, os espanhóis daqui, tenham mais orgulho de ser nordestino, que os nordestinos dai… Mas como dizem, o que há de bom no Brasil, é exportado, jogadores, frutas, e até músicas exportação, enquanto no Brasil explodem as duplas sertanejas, aqui eles tocam Carlos Lyra, Gonzagão e Jackson do Pandeiro, música tipo exportação!!!

PS: Claro que o “Orgulho de ser …” é uma balela não só por causa da música, a música foi apenas o exemplo usado nesse pequeno post, como num bom papo de boteco… =)

2 comments on “Orgulho de ser Nordestino.

  1. Grande amigo/irmão Seve,
    Com estas suas palavras, vejo que em nosso país com uma quantidade boa de compositores e interpretes de música boa, original e de qualidade, como foi exemplificado por você com “Jackson, Gonzagão, Vinícius e Chico Buarque”. Só o que nos é levado aos ouvidos, tanto nas rádios, na TV como nas esquinas é um monte de música descompromissada com a qualidade e preocupada com o bolso dos empresários da música, que ridicularizam a nossa cultura. Pena que os jovens de hoje não conheçam nossos bons músicos, não por culpa deles mas por culpa da mídia que está levando apenas o que interessa financeiramente.
    Vemos exemplos de como são grande os movimentos relacionados com as músicas que são tocadas nos carnavais fora de época, com as bandas de “forró” eletrônico e com as duplas sertanejas “que de sertanejas não tem nada”, esses carregam multidões, e envolvem muito dinheiro.
    A nossa pequena sorte ainda, no nordeste por exemplo: são os trios de forró e as bandas de pífano que nos faz ter orgulho da nossa música. Pena que não tenham a importância levada para todos durante o todo ano, pois só são lembrados nas festa juninas.
    E ao invés de carregarmos adesivos nos carros, carreguemos a nossa boa música para que os jovens de hoje possam reverter o senário musical atual do Brasil. Esperança é a última que morre.
    Um grade abraço meu irmão!!!!Estamos todos com saudade, inclusive sua sobrinha!

  2. Chico Buarque eu também toco! Bem, um pouquinho… tem que começar de algum lugar, o cara parece que tem sete dedos na mão… um dia chego lá.

Comments are closed.