Congresso, terrorismo e cinema.

Bom, participei aqui do XXI Congreso Universitario de Alumnos de Derecho Penal, bom, pra falar um pouco do congresso, que teve algumas palestras bem interessantes (já que estamos a beira da reforma do código penal daqui que é de 1995) e que refletem bem o que acabou por se tornar o problema do terrorismo e imigração ilegal entre outras coisas*… E outras nem tanto, “Las soluciones penales a conductas ilícitas relacionadas con el deporte”, como assim???? Vão prender o atleta? Não, o técnico? Os dois? O time todo… Ha tá, entendi.

Porém, o interesante ocorreu realmente nas entrelinhas, teve um comes e bebes do congresso, onde por acaso conheci um danado de um escocês*, professor de espanhol e pós-graduando em alguma coisa aqui, bom, infelizmente, como mau brasileiro que sou, não conversei sobre futebol (o que sempre desperta a curiosidade de todos: “-Como pode, um Brasileiro, com camisa da Argentina, num congresso?? Três dias seguidos?? E não lava não é??”), mas não considero meus conhecimentos acerca da matéria suficientes ou interessantes o bastante para estabelecer uma conversa com alguém (pra teimar sim, conversar não…), então fui falar sobre outra coisa que desse melhor proveito…

E eis que me lembro de um filme, e uma das beneces de sempre pegar os filmes pela internet, é que, ás vezes, lembro seus títulos originais. Bom ao falar de um filme, ele fez aquela cara de, hum, essa cara mesmo, e disse: “-Hááá, Braveheart…………”. Falei, não, The Wind That Shakes the Barley, meu, o cara pirou, bom, antes de mais nada, o filme mostra um pouco do processo de independência da Irlanda e da formação do IRA*. Bom, não descrevo aqui a conversa toda, mas ele disse uma coisa linda, que mostra todo o amor e apreço que eles sentem pelos ingleses: “Viu? Como eles são todos uns filhos da p…!”

Bom, recomendações a parte, a matança nesse caso faz bem mais sentido pra mim que a matança de “Tropa de Elite”, e o filme também é melhor. Vai mais um trailer ai?

*1 – Bom, congresso de direito penal, e o camarada vem dizer que a imigração aumentou 10% de 1995 pra cá, e no mesmo período a população carcerária de imigrantes aumentou 40%, estranhamente a Espanha tem um baixo índice de criminalidade dentro da União Européia, mas é um dos paises em que mais há presos… Dicussões sobre penas acessórias onde, após o cumprimento de pena privativa de liberdade, se poderia ainda aplicar uma outra, com localização por GPS do indivíduo que “pagou sua dívida com a sociedade”, claro inicialmente para crimes sexuais e terrorismo, mas há julgar pelas primeiras estatísticas, não demora muito pros imigrantes (legais ou não), ganharem as seus GPS de estimação (turistas se preparem… Voces são os próximos). Qualquer relação com políticas semelhantes norte americanas não é mera coincidência.

*2 – Sim, ele era escocês, e o filme é irlandês… Talvez ele tenha apenas aproveitado a oportunidade para falar mal dos ingleses, inimigo comum de sempre…

*3 – Bom, coloquei o artigo em espanhol pois o artigo em português que fala sobre o IRA é uma negação, mas depois vi que realmente o melhor é mesmo o em inglês

One thought on “Congresso, terrorismo e cinema.

  1. Os ingleses são os maiores hipócritas do mundo moderno. O corte no mundo moderno deve-se a que na pre-modernidade eles não eram ricos a ponto de serem levados a sério.

    Sentem-se a vontade para propor soluções e reorganizações nos países de todos, para propor regras, para fazer resenhas críticas das histórias dos povos.

    Todavia, mantém uma situação absurda como a da Irlanda. Não passa de arrogância do mais forte disfarçada em superioridade moral. Na verdade, em relações internacionais o único direito que existe é o direito do mais forte.

    Mas, como a Inglaterra converteu-se em mais um estado norte-americano, não obstante menos deselegante que os outros, acho que terão que pedir permissão a Obama para irradiar suas verdades, doravante.

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